“DIÁRIO” DE PRODUÇÃO: O Jardim da Perpétua Primavera

14/10/14 – E SAIU O SINGLE “QUANDO EU TIVER 70 ANOS + ELA E O VENDAVAL:

 

Jardim Elétrico apresenta: http://www.jardimdampb.com.br/exclusivo-dabliu-junior-quando-eu-tiver-70-anos-ela-e-o-vendaval-single/

“A relação lagarta-borboleta está presente aqui. Dabliu sofreu uma rica metamorfose, tanto pessoal como profissional. Ele é, agora, uma borboleta que constrói o seu “Jardim da Perpétua Primavera” para gozar eternamente da delícia do perfume das flores. E, enquanto o CD não fica pronto, deixamos que ele vá plantando suas lindas flores no nosso Jardim Elétrico, e percorra com o seu voo e sua beleza todo o nosso espaço.”

CAPA BAIXA-03

05/04/14 DIÁRIO (que não vai ser diário) – dia 1.

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O Jardim da Perpétua Primavera

Eu sabia que o título do disco, pelas composições já existentes, estava relacionado com as estações do ano e com borboletas. Pesquisei por meses sobre estes dois temas, para encontrá-lo, e nada. Até que entrei em um estado de “vamos trabalhar em outra coisa e fazer isso depois”, e o nome finalmente veio. Apareceu pra mim no inverno. Tempos em que o frio torna a vida mais truncada, vagarosa, quase um recesso. Tempo em que se nos fosse permitido hibernar, esta seria a solução pra quem mora numa cidade tão gelada e chuvosa. Não me lembro exatamente onde, mas sei que li a frase em um contexto totalmente fora do qual realmente ela faz parte, em leituras acadêmicas, mais especificamente, história do pensamento econômico. A frase me soou como um aviso. Como um “olhe aqui, sou eu, me veja”. Anotei e deixei-a adormecer por muitos dias. Após esse tempo, quando eu já havia esquecido, olhei minhas anotações e a encontrei, ali, com a mesma força na qual a encontrei pela primeira vez. Tive certeza de que estava ali, havia eu encontrado, finalmente, o título do meu segundo disco.

Essa frase, na realidade, é o último verso de um poema intitulado “Flor da Liberdade”, publicado em 1958 (um ano antes do disco “Chega de Saudade” do João Gilberto) por um dos maiores poetas portugueses, Miguel Torga, que por sua vez foi grande admirador de Fernando Pessoa e seu famoso “Livro do Desassossego”. Após essa fase onde o nome atravessou a alma e foi se alojando devagar, as pesquisas foram me surpreendendo cada vez mais. O fato de Torga ser admirador de Pessoa é um deles: uma das canções, a primeira do disco, foi baseada na obra supracitada, e se chama “Desassossego”. Nela, me refiro a uma “escada de concreto/e a minha casa da árvore que fica perto do jardim”. Por isso, me parece que este jardim está relacionado à lembrança. A uma memória que está perpétua no passado, imóvel. Ao mesmo tempo, me parece um lugar pra onde sempre se vai quando o frio chega, ou quando o calor é infernal. Um lugar que cura as inquietudes, as ansiedades, os medos. Pode ser a música, o mundo dos livros, meus refúgios artísticos para passar pela vida de maneira mais sublime.

“O Jardim da Perpétua Primavera” está sendo produzido por Stéfanos Pinkuss, com coprodução de Dabliu Junior. O disco está sendo gravado nos Estúdios Scartaris em Curitiba, e tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2014.

 

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